Por muito tempo estive a observar o quanto é tudo tão racional em nosso mundo e por isto somos observados tão erroneamente.
Em cada um de nós há um mundo particular. Um complexo mundo particular, que poucas, pouquíssimas, ou quase nenhuma pessoa tem o poder ou o direito de interferir sem que isto seja para o nosso melhor.
Depressão não é algo aleatório, não é um momento de amuamento nem tão pouco distância de Deus, como muitos apregoam, e muitas vezes sem qualquer conhecimento de causa, atropelando o que sentimos. Depressão é muito mais grave do que parece. E provem de algum evento que requer bastante atenção, porque é algo que não estamos mais suportando. É quando nosso ser chega ao limite e quer dizer ao mundo que não aceita mais viver sob tais condições. Mantemo-nos onde estamos porque não encontramos os meios favoráveis a uma eventual mudança.
É um sinal de que algo está indo errado. E que a nossa natureza grita por mudança. Algo não está bem e ficamos totalmente impotentes, vazios, cansados, sem motivação, totalmente apáticos. Nossa voz cala e nossa alma começa a agonizar. Por isso nos escondemos de tudo e de todos.
Tudo escorrega de nós e passamos a viver sem sonhos, sem visão de futuro e sem esperança. Os dias vão-se arrastando, um após outro, sem expectativas, sem novidades. Não temos vontade para mudar a realidade porque não sabemos como fazer, precisamos de alguém que nos oriente, que nos apadrinhe, que confie em nós e que acredite que realmente estamos vulneráveis. Não conseguimos ou não queremos, porque não é aquele mundo que queremos e que aspiramos. Não é aquele mundo que queremos ver nem fazer parte. Algo precisa mudar e deve ser começado por nós. Tentamos, e quando não conseguimos entramos num estado paralisante, de total apatia.
E nosso mundo passa a se manifestar por meio de crises sucessivas de choro incontroláveis, forte angústia, profunda tristeza, ansiedade, idéia de culpa, visão desolada, medo das pessoas e mais uma série de consequências.
Somente quem teve ou tem depressão sabe o quanto essa doença é destruidora. Ela rouba nosso tempo, nosso trabalho, nossa energia, nossa alegria, nossa perspectiva de futuro, nossa coragem, nossa esperança, nos transforma em verdadeiros bonecos e é preciso muito empenho e força de vontade para evitar a autodestruição. Consegue fazer com que todos os nossos dias se passem iguaizinhos, sem cor, novidade, aroma, sabor, nada. E todas as coisas materiais percam o valor.
É enorme o desejo de refazer nova trajetória, por outra perspectiva, por outro olhar. É enorme o desejo de produzir alguma coisa, mas o que reina é apenas uma imensa incerteza, medo, muito medo e qualquer realização, por menor que seja se torna muito difícil ou até impossível.
Depressão pode ser passageira e pode durar toda uma vida.
Por muitos anos perdi-me no tempo, esqueci coisas e não vi pessoas. Sentia-me no centro de um labirinto, sufocada, sem ar, amedrontada.
Podia confiar e acreditar em qualquer pessoa, menos em mim mesma. E só depois que encontrei uma pessoa que soube me fazer entender isto e me ajudou a não parar no meio do caminho, focalizando minha atenção e minhas energias em meus desejos expressivos, comecei a exercitar uma terapia mais positiva, partindo de mim. Porque quando espero que o melhor venha de fora, quando me entrego a isto, sou tombada outra vez. E a dor é tão mais forte e duradora!
Ir vivendo. E me incluindo quando me cabe. Tentando me olhar mais.” E me ver como uma pessoa passível as contrariedades e circunstâncias que nos são impostas corriqueiramente” (isto me foi dito pelo meu psicólogo). E continuar idealizando e construindo coisas mais atenciosas comigo, não esperar tanto dos outros nem de mim também.
Portanto, se você está passando por uma fase que oscila mais para baixo, aceite, mas veja essa energia com sensibilidade, com amor por você, com entendimento e consciência de que não deve se entregar ao destino. Pois nós sim somos donos do nosso destino. Escute o que sua alma quer e precisa com bastante atenção. E essa energia que momentaneamente se apresenta negativa, em desarmonia com o que é e aspira se tornará em ajuda.
Alimente seus sonhos focando-se em sua natureza Divina.
Não se perturbe. Você conseguirá enxergar que o ponto de partida está mesmo paradinho dentro de você, esperando por um, mesmo que minúsculo, mas muito importante sinal de sobrevivência seu.
Postado por Cleo em: 27/04/2012
Por Maria Cleonice
Por muito tempo, até vidas inteiras, creditamos em nós sempre as mais bonitas e nobres qualidades.
Ninguém é mais justo do que eu, mais honesto do que eu, mais correto do que eu…
Supomos que somos sempre os melhores e os mais merecedores na roda da vida. Muitas vezes a ponto de mascarar inconscientemente um valor soberano a nós mesmos numa eterna disputa entre ser ou não ser isto ou aquilo, prevalecendo alguns ou muitos enganos sobre nosso interior em contrapartida com o que aparentamos, usamos de fachada.
E com toda notoriedade transpomos nossa dívida para qualquer outra pessoa, para coisas, eventos e uma infinidade de desculpas que vão se amontoando com nossa total indiferença. Não olhamos de fora para dentro para nós, mas o fazemos com o outro.
E embora seja muito difícil, o que não impossível, aceitar e dizer pra si mesmo que não se é tão “bonzinho” ou tão “certinho”, que passamos muito tempo de nossa vida criando e nutrindo “monstrinhos” que sem perceber vão nos adoecendo e desviando nossa atenção daquilo que com um pouco mais de coragem irá nos fortalecer e nos conduzir para uma vida mais desanuviada e integralizada com nossas raízes, com o nosso Criador. É extremamente necessário nos despir-nos da roupagem velha e pesada que escraviza-nos. Tudo aquilo que faz com que sejamos mais para os outros do que para nós mesmos. Satisfazendo egos, principalmente o nosso.
E uma das coisas a fazer é: estou caminhando de acordo com as leis universais? Estou sendo conivente com as vilanias que o mundo me oferece, com as hipocrisias que a sociedade me impõe? Ou estou construindo minha aura, seguindo minha vida em harmonia com o que eu sinto e penso conectado ao que meu espírito almeja? Assumindo as responsabilidades, me propondo a continuar desperta para a evolução, me dispondo para a minha realidade e assim poder dar a minha contribuição no auxílio aos meus semelhantes sem as couraças que o mundo me impõe.
Que a Luz seja para todos.
Postado por Cleo em 04/04/2012
Por Maria Cleonice
Sei que não tenho muito a oferecer ou talvez coisa nenhuma.
Já vivi uns bons anos e já tive que enfrentar etapas muito difíceis. E nesses períodos de crise o que mais preciso ter é pelo menos um pouco de paz de espírito, serenidade para fazer uso de minhas inteligências. Do contrário, cairei num poço sem fundo.
E para que essa paz se manifeste em mim não posso me comportar passivamente com o que não nasce naturalmente, com o que ainda não está pronto dentro de mim. Preciso buscar aprender, conhecer, numa habilitação constante, porém, voluntária.
É como perseguimos a felicidade. O ser humano tem vocação para correr atrás da felicidade, numa busca incessante. Uma felicidade ilusória, que não está projetada no essencial. E muito frequentemente espera encontrá-la em coisas materiais, valores externos, como se apenas o gozo físico fosse essencial. Tanto os aspectos externos quanto os internos são relevantes. A diferença é que os valores internos são eternizados e sustentam-nos, já os materiais são efêmeros. A contra mão disto é nos envolvermos com os outros, crescermos com ética, sem contribuir para que o outro murche ou adoeça.
E nesse mundo atribulado pela indiferença, o orgulho, o egoísmo, a descrença, o ódio, as contrariedades, venenos fatais que muitas vezes nos induzem a negatividade, competitividade e individualismo, é imprescindível que tenhamos em mente que somos seres pensantes e que é isto que nos difere dos demais animais. Portanto, devemos não apenas tentar estimular, mas também prosperar em nossa capacidade de criação, de imaginação e nossos modos de pensar, para que possamos usufruir de uma paz verdadeira e duradoura, capaz de nos acudir nos momentos de treva.
Prestar atenção no que nossa mente cria, tanto para nós quanto para os outros. Nos movimentos internos do nosso mundo, a fim de que não sejamos abraçados por baixas vibrações.
Alimente seu mundo interior com o melhor, mais positivo e nobre que conseguir alcançar. É o que desejo.
Vá em frente, mas atendendo ao coração. Isto é não negligenciar pessoas e é válido para todos os grupos em que estamos envolvidos.
Abraço faterno!
Postado por Cleo em 29/01/2012
Por Maria Cleonice
Chuvas em formas de dilúvio. Tardes cinzentas de céu chumbo. Metrópoles sob tensão. Excesso de detritos não-biodegradáveis. Colapsos dos Ecossistemas. Fome e miséria em graus estarrecedores. Idéias alarmistas. Manipulações. Ódios e vinganças. Extermínios humanos. Doenças. Fanatismo. Indiferença. Crises de valores. Ações contrárias as Leis Universais do Criador.
Tudo isto causa dores que chegam a sangrar.
Ecoa em tons sombrios causando toda espécie de distúrbios. Emudece a voz e empalidece a visão. Por hora, torna-se quase impossível reabilitar os sentidos e re-moldurar uma nova paisagem, uma nova sensação.
Cacos e pedaços e amontoados, vão se empilhando, se agrupando um sobre outro e desmantelando nosso fantástico e belo mundo.
A paisagem antes viva e exuberante míngua a passos largos. Rios secam. Animais morrem. E a humanidade apenas se adapta, com um olhar seco e cabisbaixo de quem não quer entender nada ou de quem não sabe de nada. Cada um quer fazer parte de uma espécie de humanidade mais nobre e mais merecedora, inatingível. E quando o pior acontece, aponta quem são os culpados, que jamais é ele próprio.
E por este caminho tudo continua andando… Ou não, desandando é a certeza.
A nuvem cinza que paira em determinado lugar de nossa bola gigante. O ar irrespirável que sufoca naquele outro cantinho dessa mesma bola. O aglomerado insignificante e insustentável de carros. As chaminés trabalhando a todo vapor. Os monóxidos e os dióxidos de carbono…
Não importa em que lugar do globo esse efeitos eclodam, aos poucos eles se espalham atingindo toda a esfera terrestre e nos dando as tão já massificadas “respostas da natureza”. Não uma natureza mesquinha, algoz, inflexível. Mas uma natureza justa, frágil, finita, sensível, que sangra de dor, que se debruça em prantos e gemidos tão pouco ouvidos…
Uma natureza que lamenta a imprecaução e imperícia deste ser humano tão infinitamente dotado de potencial para exercer uma boa convivência tanto com o planeta quanto com seus irmãos, seres humanos em geral.
E quem não suporta mais, sangra junto com ela. Caminhando apenas, pois vê o desalinho e as discordâncias com o Divino. Sangra com ela e sabe que tudo que acontece no Espaço faz parte da dinâmica do Universo e que tudo que acontece tem uma razão de ser e um aspecto positivo que a nós pode ser desconhecido.
Todos nós estamos envolvidos e o que precisamos é mudar o que for preciso, pedir paz e luz para os corações, amar e confiar no Criador.
Abraço fraterno.
Postado por Cleo em 09/01/2012
Por Maria Cleonice
Eis-me aqui outra vez…
Tentando transmitir certos devaneios que minha alma teima em não frear.
Demais atraída pelo ir e vir das pessoas, o fazer ou deixar de fazer, o crer ou não crer…
O agora que vivemos com todas as suas peculiaridades.
Fascina-me observar e dar importância a essa simplicidade por vezes tão ignorada. Tão banalizada em nosso cotidiano apressado.
É o modo como assumo ler, admirar e respeitar a beleza e suntuosidade das diferenças que os seres apresentam. Não para conhecer ou saber quem realmente são, mas para abordá-los ao modo que são, estão, podem estar ou melhorar, admirá-los.
É agradável notar! Perceber.
Aí eu defendo como é importante o espaço de cada ser, na busca pelos seus direitos, realização de seus sonhos, formação… Defendo nosso conviver diário como uma escola que exige muito de nós, do que passamos e do quanto também os outros têm para nos oferecer.
As carências, os limites, os hábitos, as formas de ser e ver das pessoas exerce influências sobre nós, nos contagia, e essa invasão acontece porque permitimos, porque nos abrimos a elas. E porque muitas vezes damos preferência aos outros em prol de uma auto-proteção, de um pouco de afeto, por medo da solidão, favorecendo uma aparência que agrade, limitando nosso próprio espaço, nossa naturalidade e expandindo o espaço do outro. Aquele outro que em sua maioria não nos reconhece nem nos afaga, não nos é recíproco, não nos protege e nos decepciona muitas vezes. Acabamos nos escondendo ainda mais, dando espaço para que limitem ainda mais o nosso. Sufocando alguns sentimentos, estreitando nossa visão.
Se não atraímos esses olhares, se não recebemos como desejamos, se achamos que isto espremeu ainda mais o nosso espaço, é porque fizemos uma conexão confusa, planejamos contrário à nossa verdade, pura e única. Ignoramos nossas reais necessidades, nossos sentimentos.
Fale sobre o que sente, expresse o que sente. Respeitando seu espaço e o de quem quer que seja. Respeite os sentimentos dos outros, mas respeite em primeira mão os seus. Isto tudo é muito saudável.
Abraço fraterno!
Postado por Cleo em 20/12/2011
Por Maria Cleonice
Você já se deu conta de como o planeta Terra tem sofrido e sofre com toda essa devastação imposta pelo homem? Os efeitos impactantes sobre a Natureza em decorrência do desrespeito a ela tem nos alertado constantemente que é inevitável que haja uma renovação de valores e conceitos quanto a sua urgente preservação, pois do contrário, estaremos diante de desastres naturais violentos.
Você, certamente, fica deslumbrado com nossas árvores milenares, frondosas e fortes. Se encanta com o cantarolar de nossas aves, coloridas e fascinantes. Se acalma quando vislumbra um bosque verde, um por do sol brilhante ou com aquele barulhinho suave de uma cachoeira. Mas tudo isto está aí à custa de milhares e milhares de anos. A natureza possui seus próprios recursos de se auto renovar, mas para isto é preciso tempo, muito tempo. E o homem quer sempre mais e mais e desrespeita esse tempo.
Por isto, calamidades têm arrasado a vida de muitas pessoas e seres…
E quanto mais desenvolvimento tecnológico, mais desequilíbrio ecológico será certo. Mais o meio ambiente será alterado, sacrificado.
Somente o uso racionalizado dos elementos da natureza, que depende de uma vasta mudança de atitudes e hábitos podem nos dar alguma esperança. E isto não é uma frase feita nem um verso que você lê e descarta em seguida. Isto é uma questão de sobrevivência. É uma observação angustiante de uma pessoa que se incomoda com toda essa desordem de consciência a respeito de toda essa agressão causada ao nosso planeta. Como todos sabemos, a Terra está agonizando, mas ela não morrerá sozinha, creia. Com ela morrerá toda uma comunidade planetária.
O mau uso dos recursos naturais, a inconsciência com o equilíbrio cósmico e com a própria vida, os desmandos da indústria e de alguns países são os maiores causadores do atual desequilíbrio ambiental. Mas não apenas estes são responsáveis pelas agressões causadas ao planeta, àqueles que entulham nossas ruas com papéis de balinha, tocos de cigarro, chicletes, destruindo jardins e matando os animais, também estão contribuindo para esse desequilíbrio.
E tudo se mantém com tamanha indiferença, com tamanho descuido, como se a única coisa que ainda importasse fosse simplesmente o momento presente. Como se o amanhã fosse dispensável .
Cuide do seu espaço com a grandeza de estar cuidando de um espaço maior, de todos os seres vivos, do planeta Terra e cuide com carinho de todas as coisas.
Abraço!
Postado por Cleo em 25-10-2011
Que bom ter encontrado uma profissional da Art Design como a Evelyn. Ela sabe realizar nossos sonhos relativos ao mundo virtual.
Obragada Evelyn!!